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Quero sempre lembrar que NÃO SOU terapeuta nem psicóloga, apenas uma artista plástica que adora ser ZEN, gosta de ajudar os outros e acredita firmemente que SOMOS TODOS UM!

Que ao sair daqui, você tenha ativado sua sensação de paz, harmonia e auto-confiança.

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... e até que nos encontremos de novo...

que Deus lhe guarde, serenamente,
na palma de Suas mãos!



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sábado, 11 de setembro de 2010


A prisão de cada um


O psiquiatra Paulo Rebelato, em entrevista para a revista gaúcha Red 32, disse que o máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a prisão na qual quer viver.

Pode-se aceitar esta verdade com pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la. A liberdade é uma abstração.

Liberdade não é uma calça velha, azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum comportamento para vestir.

No entanto, a sociedade não nos deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado no pescoço.

Diga-me qual é a sua tribo e eu lhe direi qual é a sua clausura.

São cativeiros bem mais agradáveis do que o Carandiru: podemos pegar sol, ler livros, receber amigos, comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda Luis Estevão, só que temos que advogar em causa própria e hábeas corpus, nem pensar.

O casamento pode ser uma prisão.

E a maternidade, a pena máxima.

Um emprego que rende um gordo salário trancafia você, o impede de chutar o balde e arriscar novos vôos.

O mesmo se pode dizer de um cargo de chefia.

Tudo que lhe dá segurança ao mesmo tempo lhe escraviza.

Viver sem laços igualmente pode nos reter.

Uma vida mundana, sem dependentes para sustentar, o céu como limite: prisão também.

Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho.

Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder escolher a própria prisão já é, em si, uma vitória.

Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados.

É uma opção consciente.

Não nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real, entre quatro paredes.

Nosso crime é estar vivo e nossa sentença é branda, visto que outros, ao cometerem o mesmo crime que nós - nascer - foram trancafiados em lugares chamados analfabetismo, miséria e exclusão.

Brindemos: temos todos, cela especial.

4 comentários:

Rochester Halfeld disse...

CARAMBA!!! Sei que de maneira muit mais doce e suave, pensamos de certa modo, parecidos.
Gostei muito de sue texto. Podendo/querendo, visite o meu blog também:
http://rochester-halfeld.blogspot.com/2010/04/liberdadehumpf.html
Um forte abraço

Fernanda Haskel disse...

"Tornei-me prisioneira cativa de tudo que acredito ser certo..." Citei seu blog no meu desabafo (http://maisumaparte.blogspot.com)

luz disse...

Guidha Adorei conhecer-te e ao teu blog.
Vou publicar um livro que leva 12 mandalas e venho convidar-te para as fazeres.
Vamos conversar?
luzcompasso@gmail.com
http://arquiteose.blogspot.com/
http://compassoebussola.blogspot.com/
beijinho e até já Luz

luz Compasso disse...

Guidha fiquei feliz por aqui entrar.
Dentro dois meses vou publicar um livro que tem 12 mandalas.
Venho pedir que mas faças.
Vamos conversar, neste e-mail luzcompasso@gmail.com
http://arquiteose.blogspot.com/
http://compassoebussola.blogspot.com/
Beijinho
Até já
Luz